segunda-feira, setembro 12, 2016

Letramento: Educação para uma visão de mundo conservadora


como sabem o espectro politico e social sempre nos coloca em lados opostos , em campos de luta e de conhecimento distintos, seriam complementares?
Uma visão de mundo monolítica e dogmática produz o pensamento livre e critico?
Coma oferta quase infinita de leitura e o tempo escaço se faz urgente ter critérios de leitura.
Nossa missão é disseminar  arte da leitura, agregar valor e ampliar o acesso a informação e ao conhecimento.
Nem sempre uma livro se abre ao leitor pois sua leitura envolve a capacidade de analise e compressão do mundo, em sintonia com isso a lei Ranganathan: todo livro tem seu leitor.
Esse desafio se coloca, um visão de mundo define o que você vai ler e compreender.
Hoje trago um auto polêmico considerando um farsante por muito um gênio incompreendido por seus discípulos.
Não estou brincado, em um conversa do super mercado encontrei um senhora que se declarou discípula de Olavo de Carvalho , ela professora universitária de musica, um pessoa culta me contou de sua paixão e de como foi liberta pelo mestre e seu conhecimento.

Com relação a leitura, ler é a capacidade de ler o mundo a vida segundo Paulo Freire.
Por isso, estou sempre atento a listas e analises do que é essencial de ser ler em um vida tão curta e com oferta infinta de entretenimento e conhecimento.
Hoje trago a visão de um conservador sobre esse tema.
Já publiquei sobre o tema sobre o livro: Mortimer Adler, como ler livros.

Heberle Sales Babetto
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Como ler o mundo e a vida?


A questão foi levantada em carta desesperada a Olavo de Carvalho, como ter uma educação e formação intelectual em um ambiente dominado por pensamento de esquerda?

Se você deseja se educar dentro desse contexto , educar seus filhos, fica a dica do O.C!!!

..." Fuja dos charlatães!!!...na visão de Olavo: ... charlatães caricatos como Noam Chomsky, Richard Dawkins, Edward Said, Jacques Derrida e Julia Kristeva, na mesma época  floresceram quase que simultaneamente o antidoto a isso acima seria Edmund Husserl, Karl Jaspers, Louis Lavelle, Alfred North Whitehead, Benedetto Croce, Jan Huizinga e Arnold Toynbee — e na literatura T. S. Eliot, W. B. Yeats, Ezra Pound, Thomas Mann, Franz Kafka, Jacob Wassermann, Robert Musil, Hermann Broch, Heimito von Doderer — já se tornou invisível, inalcançável à imaginação dos nossos
contemporâneos."   p572

Quais são os pensadores relevantes:


..."Pensadores de grande envergadura — um Eric Voegelin, um Bernard Lonergan, um Xavier Zubiri — sobreviveram à debacle dos anos 1960 e continuaram atuantes, o primeiro até 1985, o segundo até 1984, o terceiro até 1983. Mas seus ensinamentos são ainda a posse exclusiva de círculos seletos. Não entram na corrente geral das ideias, nem poderiam entrar sem sujar-se, sem transformar-se em matéria de discussões idiotas como vem acontecendo, graças à ascensão política de alguns de seus discípulos, como o infeliz Leo Strauss."... p574

Sobre a cultura brasileira:


..."Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Graciliano Ramos,
José Lins do Rego, Álvaro Lins, Augusto Mey er, Otto Maria Carpeaux, Mário
Ferreira dos Santos, Vicente Ferreira da Silva, Herberto Sales, Cornélio Penna,
Gustavo Corção, Nelson Rodrigues, Lúcio Cardoso, Heitor Villa-Lobos, Augusto
Frederico Schmidt, a lista não acaba mais.
Hoje, quem representa na mídia a
imagem da “cultura brasileira”? Paulo Coelho, Luis Fernando Verissimo,
Gilberto Gil, Arnaldo Jabor, Emir Sader, Frei Betto e Leonardo Boff. Perto
desses, Chomsky é Aristóteles. É o grau mais alto pelo qual se medem. Chamar
isso de crise, ou mesmo de decadência, é de um otimismo delirante. A cultura
brasileira tornou-se a caricatura de uma palhaçada. É uma coisa oca, besta,
disforme, doente, incalculavelmente irrisória.".... p574

Qual a estratégia contra a mediocridade geral:


...."A única solução viável, que enxergo, é a formação de pequenos grupos
solidários, firmemente decididos a obter uma formação intelectual sólida, de
início sem nenhum reconhecimento oficial ou acadêmico, mas forçando mais
tarde a obtenção desse reconhecimento mediante prova de superioridade
acachapante. Já não leciono no Brasil, mas a experiência mostrou que muito
aluno meu, com alguns anos de aulas e bastante estudo em casa, já está pronto
para dar de dez a zero, não digo em alunos, mas em professores da USP do
calibrinho de Demétrio Magnoli e Emir Sader, o que, bem-feitas as contas, é até
luta desigual, é até covardia.
O processo é trabalhoso, mas simples: cumprir as tarefas tradicionais do
estudo acadêmico, dominar o trivium, aprender a escrever lendo e imitando os
clássicos de três idiomas pelo menos, estudar muito Aristóteles, muito Platão,
muito Tomás de Aquino, muito Leibniz, Schelling e Husserl, absorver o quanto
possível o legado da universidade alemã e austríaca da primeira metade do
século XX, conhecer muito bem a história comparada de duas ou três
civilizações, absorver os clássicos da teologia e da mística de pelo menos três
religiões, e então, só então, ler Marx, Nietzsche, Foucault. Se depois desse regime
você ainda se impressionar com esses três, é porque é burro mesmo e eu nada
posso fazer por você..... Na verdade, o estudante brasileiro não lê nada, só resumo e orelha, além de Emir Sader e da dupla Betto & Boff, que não valem o resumo de uma orelha. É tudo farsa, chanchada, pose."....  p576

O que estudei e qual foi meu caminho intelectual:


..."Os filósofos que mais estudei para encontrar as respostas (e ficam aí como
sugestões para os interessados) foram Platão, Aristóteles, Santo Agostinho, São
Tomás, S. Boaventura, Duns Scot, Leibniz, Schelling, Husserl, Scheler, Lavelle,
Croce, Ortega, Zubiri, Marías, Voegelin, Lonergan, o nosso Mário Ferreira dos
Santos e o Albert Camus de L’Homme Révolté. Os grandes historiadores da
filosofia, como Gomperz, Ueberweg e Zeller, devem ser lidos com devoção.
Outros autores da área de ciências humanas que muito me ajudaram foram Ibn
Khaldun, Vico, Ranke, Taine, Huizinga, Weber, Böhm-Bawerk, von Mises,
Sorokin, Victor Frankl, Paul Diel, Eugen Rosenstock-Huessy, Franz Rosenzweig,
Lipot Szondi, Maurice Pradines, Alois Dempf, Max Dvorak, Rudolf Arnheim,
Erwin Panofsky, A.-D. Sertillanges, Mortimer J. Adler, Oliveira Martins, Gilberto
Frey re e Otto Maria Carpeaux. Apesar de inumeráveis erros de informação, a
Life of Napoleon de Walter Scott também foi de muito proveito pela acuidade da
sua psicologia histórica. O maior historiador vivo hoje em dia é Modris Eksteins
(sabe o que significa “tem de ler”?).
Dos poetas e ficcionistas, aqueles que
produziram verdadeiras descrições científicas da condição humana, muito úteis
nos meus estudos, foram Sófocles, Dante, Shakespeare, Camões, Cervantes,
Goethe, Dostoiévski, Alessandro Manzoni, Pío Baroja, T. S. Eliot, W. B. Yeats,
Antonio Machado, Thomas Mann, Jacob Wassermann, Robert Musil, Hermann
Broch, Heimito von Doderer, Julien Green, Georges Bernanos e François
Mauriac."...

sobre a cultura tradicional, as grandes escolas de sapiência da humanidade:


..."A Bíblia tem de ser relida o tempo todo (não leia o Evangelho em busca de “religião”: leia como narrativa de alguma coisa que realmente aconteceu;
atenção especial para Mateus 11:1-6, onde o próprio Jesus ensina o critério para
você tirar as dúvidas a respeito d’Ele; penso nisso o tempo todo). O Corão, os
Vedas, o Tao-Te-King e o I-Ching, assim como os escritos de Confúcio, Shânkara
e Ibn ‘Arabi, merecem consultas periódicas. Dos conselhos pessoais que recebi
de mestres generosos, a quem incomodei por meio de cartas, telefonemas e
visitas, falarei outro dia.
O importante é não estudar por estudar, para “adquirir cultura” ou seguir
carreira universitária, mas para encontrar respostas a questões determinadas, que
tenham importância existencial para você, para sua formação de ser humano e
não só de estudioso. É claro que as questões vão se definindo aos poucos, no curso
das leituras mesmas, mas à medida que isso acontece elas vão definindo melhor
o rumo dos estudos. E é essencial que, na ânsia de ler, não deixe sua acumulação
de conhecimento ultrapassar o seu nível de autoconsciência, de maturidade, de
responsabilidade pessoal em todos os domínios da vida. Se não é capaz de tirar de
um livro consequências válidas para sua orientação moral no mundo, você não
está pronto para ler esse livro. Não esqueça nunca o conselho de Goethe: “O
talento se aprimora na solidão, o caráter na agitação do mundo.”... p581


Sobre o pensamento e as escolas atuais:


..."As universidades tornaram-se instrumentos do crime organizado, empenhados em tapar bocas, paralisar consciências, destruir talentos, perverter vocações, secar todas as fontes de uma restauração possível e, é claro, gastar dinheiro público. Custam caro e só servem para o mal. É preciso inventar o quanto antes novas formas de estruturação social da vida intelectual e torná-las economicamente viáveis. Só o empresariado pode tomar essa iniciativa. Só ele tem capacidade de organização e de aglutinação de recursos para isso. O sistema dos think tanks talvez funcione, se assimilado com a devida seriedade e adaptado eficazmente às condições brasileiras. Os modelos da Heritage Foundation, da Atlas Foundation, do Hudson Institute estão aí para ser estudados. Nos EUA eles tornaram-se centros irradiantes de energia positiva capaz de contrabalançar, e com frequência vencer, o ativismo imbecilizante dos comissários do povo universitários."...


Normas e princípios para a vida intelectual autêntica:


..."Enquanto isso, posso sugerir, aos candidatos a membros de uma hipotética
intelectualidade brasileira do futuro, algumas normas gerais que talvez os
ajudem, na escuridão ambiente, a encontrar o caminho.
A formação da inteligência se dá em dois planos simultâneos: o propriamente
intelectual, ou cognitivo, e o espiritual, ou inspiracional. O que você sabe depende
de quem quer ser; o modelo do que você pode ser depende do que sabe. A
ligação entre os dois planos é ignorada pelo ensino atual porque ele nem mesmo
entende que existe uma dimensão espiritual, embora às vezes fale dela, até
demais, confundindo-a com o simples culto religioso, com a moral ou com a
psicologia."...  p 583

..." No plano intelectual, o estudante deve esforçar-se para obter a mais alta
qualificação possível, adotando como modelos da sua autoeducação as práticas
melhores registradas historicamente: as da Academia platônica, do Liceu
aristotélico, da universidade europeia no século XIII (com seus ecos residuais na
filosofia cristã moderna, por exemplo La Vie Intellectuelle de A.-D. Sertillanges e
Conseils sur la Vie Intellectuelle de Jean Guitton), da intelectualidade superior
alemã no século XIX e austríaca no começo do século XX (tal como descrita,
por exemplo, nos depoimentos de Eric Voegelin, Otto Maria Carpeaux e
Marjorie Perloff) e, last not least, da tradição americana de liberal education.**
O objetivo primeiro da educação superior é negativo e dissolvente: consiste
em “desaculturar”, no sentido antropológico do termo: desfazer os laços que
prendem o estudante à sua cultura de origem, às noções consagradas do “nosso
tempo”, à ilusão corrente da superioridade do atual, e fazer dele um habitante de
todos os tempos, de todas as culturas e civilizações. Não se pode chegar a nada
sem um período de confusão e relativismo devido à ampliação ilimitada dos
horizontes. Não basta saber o que pensaram Abrahão e Moisés, Confúcio e Lao-
Tseu, Péricles e Sócrates, ou os monges da Era Patrística: é preciso um esforço
para perceber o que perceberam, imaginar o que imaginaram, sentir o que sentiram. Não se preocupe em arbitrar, julgar e concluir. Em todas as ideias que
resistiram ao tempo o bastante para chegar até nós há um fundo de verdade.
Apegue-se a esse fundo e faça sua coleção de verdades, não se impressionando
muito com as contradições aparentes ou reais. Aprenda a desejar e amar a
verdade como quer que se apresente. Acostume-se a conviver com as
contradições, já que você não terá tempo, nesta vida, para resolver senão um
número insignificante delas."...


Como ler os clássicos:


..."Quando ler os clássicos, use tudo, absolutamente tudo o que vier a
aprender com eles como instrumento analítico para a compreensão do presente,
incluída nisso a sua própria vida pessoal. Fora o conteúdo filosófico e sapiencial
mais geral, há tesouros de sociologia, de psicologia e de ciência política em
Confúcio, em Shânkara, em Platão, em Aristóteles, em Dante, em São Tomás,
em Shakespeare. Uma longa convivência com esses sábios lhe dará uma ideia do
que seja a verdadeira autoridade intelectual, da qual seus professores na
universidade são caricaturas grotescas. Não se deixe iludir por erros de detalhe
que a ciência moderna se gaba de ter “superado”. Quase sempre a superação é
ilusória e só serve para, logo adiante, ser superada por sua vez. Você lê nos
manuais, por exemplo, que Galileu “superou” a física de Aristóteles. Durante
quatro séculos essa bobagem foi repetida como verdade terminal. Só por volta de
1950 os estudiosos perceberam que a física de Aristóteles não era uma física,
mas uma metodologia científica geral, bem mais sutil do que Galileu poderia jamais ter percebido, e muito bem adequada às necessidades da ciência mais
recente. Os famosos erros assinalados por Galileu existiam, mas eram detalhes
secundários que não afetavam de maneira alguma o conjunto da proposta.
Qualquer que seja a questão em estudo, busque atender a três condições: 
(1) a abrangência máxima da informação básica, 
(2) o conhecimento do status quaestionis (já explico) 
(3) a variedade das perspectivas. "...   p 584 - 585

Seu pensamento tem como referencia esse livros:

Ver René Wormser, Foundations, Their Power and Influence, Nova York,
Devin-Adair, 1958.
Ver, além do clássico How to Read a Book de Mortimer J. Adler, The Trivium,
de Sister Miriam Joseph, Another Sort of Learning, de James V. Schall, e The
House of Intellect, de Jacques Barzun.
Leiam Megashif, de James Rutz.



Como podemos ver a escola sem partido é uma ficção, um conceito vazio e oco, e tem como testemunho o guru O.C.  Ler é deformar, segundo ele.
Uma educação baseada em roteiros de leitura crítica, é o defendido por todos, mas quando defendemos um pensamento unilateral e fechado temos o caminho para o dogmatismo ou o fascismo em todas as suas formas modernas e mutantes.

As ideias mudam o mundo , elas não neutras, e nem pacificas.
Idéias podem matar e cegar pelo seu brilho ou obscuridade.
Uma visão que defenda a dialética entre a tese, a antítese e uma síntese, nem sempre são possíveis dentro de sistemas de pensamento e visão de mundo a ideologia impede isso de forma natural e sistemática.
Nos tendemos a excluir toda visão de mundo oposta que desestabilize nossas crenças e nossa identidade terrena.
Um mundo onde se faz o controle de ideias e sua supressão foi descrito ou Ayan Rand, e Orson Welles, Phillip Dyck entrou outros autores.
Não tem como escapar em um Universidade em qualquer curso, voce vai ter um ementa e vai ter de escalar essa ementa até o fim do curso, o que não acontece na prática, como todos sabemos. Não lemos nem 15% dessa ementa.
Ela se desatualiza com grande velocidade e tem um grande volume de especialização o que nos impede de mergulhar na prática. A vida seria feita só de leitura. O que não é viável.

Hoje temos essa receita de bolo acima de como educar seu filho e se auto educar dentro do credo conservador.
Só lembrando, tudo tem um ônus e bônus.
Se eu comer somente um tipo de grama o que será pode acontecer...disse uma certa especie de elefante que foi extinto na Africa.
P.S. Note que Olavo não defende esse tipo de visão, ele recomenda que se leia  a bíblia do inferno, mas só depois de fundamentar e solidificar uma base de conhecimento conservador e tradicional como antidoto ao acido e visão revolucionária.
Você vai demorar um 15 anos para ler tudo que ele recomendou.
 

Confesso eu li sua coletânea do idiota perfeito, e fiquei muito tocado quando ao final me deparei com essa fala dele sobre educação e a leitura como arma cultural de preservação da especie.

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livros sobre ideias e letramento informacional com visão conservadora liberal e tradicional.

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