quarta-feira, agosto 17, 2016

Acesso livre a informação: um risco atual em nossa sociedade.

Planos de banda larga fixa chegam a comprometer 15% do salário mínimo dos brasileiros.

Valor contrasta com países como Austrália, em que apenas 3,7% do mínimo é destinado à internet. Dados são da Ouvidoria da Anatel


(Uma sociedade democrática na era da informação tem como atributo o acesso a informação de forma fruída, aberta, transparente e disponível em todas a formas a cidadania, para sua governança e evolução sócio econômica.
Mecanismo de cartel e trust para controlar e bloquear o desenvolvimento da sociedade em detrimento de grupos de interesses econômicos privados, precisam ser repudiados e combatidos.
O risco certo é ter uma sociedade totalitária, com interesses de grupo econômicos contra a sociedade livre prevalecendo em um tecnocracia ou plutocracia. 
O resultado é a destruição dos pilares da democracia e do livre comercio.
A estrutura física que permite o acesso é regida por leis de commodities, o valor agregado esta na informação e não na estrutura apenas, as empresas devem oferecer serviços relevantes, se desejam aumentar seu lucro.
Não fazer isso de forma manipuladora e delegada com conluio de órgãos regulatórios.
Como se trata de uma concessão publica, o setor deve atender aos interesses coletivos e públicos.
Nos que somos profissionais da informação livre, temos de nos posicionar pela democratização da informação.
Nossa economia atual depende do acesso livre a informação que é base da atual economia ou abrimos o mercado a concorrência de novos players que deem conta da atual demanda com serviços de qualidade elevadas ou cedemos a interesses de empresas que não tem capacidade técnica e desejam nivelar a todos por baixo, para aumentar lucros e restringir o acesso.

Heberle Sales Babetto)

por Débora Pricila Silveira 

 O Ouvidor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Aristótoles dos Santos, está se despedindo do cargo porque não pode ter mais uma recondução, mas, antes de passar a posição adiante, ele divulgou nesta segunda-feira, dia 15, seu último relatório de avaliação das atividades da agência, não poupando nem a reguladora nos diversos apontamentos que foram feitos. 
No documento, Santos tece duras críticas ao comportamento da Anatel frente ao debate das franquias limitadas na internet banda larga fixa. Segundo ele, não se pode dizer que a era da internet ilimitada chegou ao fim, referindo-se a uma polêmica declaração do então presidente da agência, João Rezende, que renunciou ao cargo na semana passada. 
O ouvidor assinala que, contrariando a afirmação de que a limitação da internet fixa é uma tendência mundial, um relatório divulgado pela ONU, como resultado de monitoramento da UIT (União Internacional de Telecomunicações), mostra que quase 70% dos países possui grande parte de seus planos de internet banda larga fixa, sem franquia. Diante disto, esta tendência não se confirma. 
Outro ponto levantado no relatório diz respeito a média de valores cobrados nos planos de internet banda larga fixa. 
Os preços praticados em sete países previamente selecionados foram comparados, observando-se duas grandes operadoras de cada país. É importante ressaltar que durante a pesquisa foram avaliados os planos individuais, visto que na modalidade combo os valores individuais tendem a ser menores, o que conduziria a preços subestimados se avaliados, segundo explica o documento. 
Conforme o relatório, o Brasil é o país que possui maior média de porcentagem do salário mínimo comprometida com a internet. 
São 15%, contra 3,7% da Austrália, 8% do salário mínimo de Portugal e Chile, 2,66% na Inglaterra, 5,36% nos Estados Unidos e 2,47% no Canadá. 
Os planos das empresas analisadas no Brasil foram da Vivo e Net Virtua. 
Além disto a consultoria demonstrou que em diferentes países há a coexistência de ofertas de planos de banda larga fixa com franquia e de planos ilimitados. 
Porém, mesmo nos casos dos planos com franquias, o estudo mostrou que no geral, estes países apresentam limites bem maiores quando comparados com as ofertas de planos no mercado brasileiro. “É possível observar que o brasileiro, em média, paga mais do que nos outros países, para aquisição de uma franquia menor”, aponta o documento. 

A tabela completa com os valores você confere abaixo. 

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