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terça-feira, janeiro 12, 2016

Lego lança robôs para ensinar de biologia a linguagens em escolas

O kit para montagem dos robôs, que conta com blocos de Lego, motores e sensores, custará R$ 1.200 e poderá ser usado por dois alunos por vez



Lego lança robôs para ensinar de biologia

A Lego Education, divisão de educação da Lego, se prepara para vender no Brasil um kit de robótica que poderá ser usado para ensinar do ciclo de vida dos anfíbios ao funcionamento das comportas de uma represa -áreas como ciências da terra, biologia, engenharia e mesmo ciências humanas.
Disponível para pré-venda desde dezembro, deve chegar ao Brasil somente em março. A demora se deve a trâmites burocráticos de importação, afirma a empresa.
O kit para montagem dos robôs, que conta com blocos de Lego, motores e sensores, custará R$ 1.200 e poderá ser usado por dois alunos por vez. O software para programação do equipamento, que atende à escola inteira, custará R$ 1.150.

Fabricado na Indonésia, o kit WeDo 2.0 tem como foco escolas com alunos do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental, da faixa de 6 a 10 anos de idade, e teve lançamento mundial na terça-feira (5).
O WeDo 2.0 poderá ser aplicado em atividades direcionadas. Uma das propostas é a construção de robôs representando as diversas fases da vida de um sapo.
"A programação é feita por meio de um software intuitivo", afirma a formadora de professores da Lego Education, Carolina Luvizoto.
Há também propostas abertas, sem uma prescrição clara de como deve ser o processo, como a de criar uma ponte. Professores com domínio sobre o material poderão criar outros projetos.
"O software tem uma área para registro das descobertas durante o processo. O professor pode pedir anotações sobre o desenvolvimento do anfíbio em forma de tabela, de texto corrido ou diagrama, por exemplo, trabalhando várias linguagens", diz Luvizoto.
TREINAMENTO
A Lego também oferece o treinamento de professores para trabalhar com o produto. A formação varia entre 4 e 16 horas, e uma tabela de custos ainda não foi definida para o Brasil.
Uma equipe de treinamento acompanha os professores nos primeiros dias de utilização do produto e um canal on-line serve para troca de experiências com colegas -uma versão brasileira ainda não foi criada.
CURRÍCULO
De acordo com Luvizoto, o material da Lego foi criado com base no Pisa (programa internacional de avaliação de estudantes) e nos currículos de Estados Unidos, Alemanha e China.
A versão para o Brasil foi adaptada seguindo diretrizes do Pacto Nacional de Alfabetização na Idade Certa e os Parâmetros Curriculares Nacionais, utilizados como base na elaboração de currículos.
Ela cita como exemplo o uso de dados do Ministério da Agricultura para a atividade de construção de um medidor pluviométrico e um mecanismo de alarme. Originalmente, os dados eram da central de meteorologia dos Estados Unidos.
"Não é uma tradução do material em inglês, há um mergulho de especialistas de educação da área", diz.
A professora da Faculdade de Educação da PUC-SP Alda Luiza Carlini afirma que o materiais pedagógicos como robôs ou laboratórios de informática devem estar inclusos no processo pedagógico da escola para ter influência positiva no aprendizado.
"Ao visitar uma escola como mãe ou avó, eu perguntaria como aquilo compõe a formação integral da criança e quanto tempo toma de aula. A questão não é tamanho ou sofisticação, mas entender para que vai ser utilizado. O conteúdo não pode estar confinado à robótica, mas se estender a outras áreas, como física, matemática e química."
Carlini, da PUC-SP, afirma que cursos de robótica são uma nova moda em escolas privadas, assim como foi a educação ambiental.
"Ninguém sabe exatamente o que é, mas quando olha exatamente, vê que não é tão diferente do que qualquer menino fazia quando montava uma arapuca ou um estilingue -artefatos que resolvem problemas- ou um trenzinho", diz.
Ela afirma que há exemplos de aulas simples e efetivas de robótica para crianças feitas a base de sucata.
PREÇOS
Segundo Roberta Baldivia, responsável pela Lego Education no Brasil, os preços do WeDo 2.0 são elevados no país pela incidência de 35% de impostos sobre a importação, 10,65% de Cofins, 2,10% de PIS, 18% de ICMS e 10% IPI.
Ela afirma que a empresa busca encaixar o produto na categoria educacional -atualmente, é classificado pelo governo como brinquedo-, o que faria com que os custos de importação baixassem.


sexta-feira, novembro 13, 2015

Cirque du Soleil dá dicas para estimular a criatividade nas empresas

  • Daniel Lamarre durante palestra na HSM Expomanagement
    Daniel Lamarre durante palestra na HSM Expomanagement
Larissa Coldibeli UOL
Desde 2001 à frente do Cirque du Soleil, companhia circense do Canadá, o franco-canadense Daniel Lamarre diz que não se considera um CEO convencional. Uma de suas principais atribuições é incentivar a criatividade da equipe, para que possam superar as expectativas do público a cada novo show.
"Eu não fico sentado em um escritório, analisando números e tomando decisões para o futuro. Meu verdadeiro trabalho é ser chefe dos artistas, dos acrobatas, dos músicos, das pessoas que são apaixonadas pelo que fazem. Não posso ser um CEO entediante, preciso ser divertido", afirmou, durante palestra no HSM Expomanagement, evento para gestores de empresas realizado nesta semana, em São Paulo.
Para ele, a empresa que quer superar a concorrência precisa ser criativa, seja na solução de problemas, em um método, um equipamento ou produto. "Nos dias de hoje, quando as pessoas querem arriscar mais, ser melhores do que os concorrentes, elas precisam estimular a criatividade dentro do negócio. Ela é a alma e o coração de toda e qualquer empresa", diz.
Veja abaixo três dicas de Lamarre para estimular a criatividade dentro das empresas:

1. Tenha um ambiente que favoreça a criação

AFP PHOTO/ JAVIER SORIANO
Para Lamarre, frequentar museus, decorar o escritório com obras de arte, ter um espaço em que os funcionários possam criar e testar, são ações que ajudam a estimular a criatividade na empresa. No Cirque du Soleil, há um estúdio de criação que pode ser usado por todos os funcionários, de qualquer área.
"Quando estou entediado num dia normal de trabalho, vou ao estúdio de criação e vejo os artistas com aquela forma física maravilhosa, treinando e repetindo exercícios, aprendendo a deixar a vir à tona a alma deles", declara. Numa ação mais radical, ele contratou uma palhaça para assessorá-lo no dia a dia. "Ela participa das reuniões quando são chatas, tira sarro de mim."

2. Dê autonomia e ouça os funcionários

Ethan Miller/Getty Images/AFP
Lamarre diz aproveitar momentos como bate-papo na lanchonete da empresa para ouvir os que os funcionários têm a dizer sobre como o negócio pode melhorar. Além disso, o Cirque du Soleil, que já se apresentou em mais de 450 cidades no mundo, leva, junto com os artistas, olheiros responsáveis por trazer novas ideias, de diferentes locais.
"Com esse intuito, montamos o programa Eureca, em que o funcionário apresenta suas ideias e como é possível executá-las. Nós avaliamos e explicamos se vamos adotá-la ou não e por quê. Isso é fantástico, porque as pessoas não querem só benefícios financeiros, elas querem reconhecimento, também precisam de sentido para a vida delas", afirma.

3. Invista em pesquisa e desenvolvimento e faça parcerias

Divulgação
Para ter novas ideias, é necessário pesquisar, desenvolver e testar novidades, segundo Lamarre. "Mesmo se for uma pequena empresa, com poucos funcionários, precisa estar sempre na espreita, em busca de novas ideias o tempo todo, para manter a relevância no seu setor. Tenha mente de explorador, seja um caçador do tesouro", diz.
Além de uma equipe de pesquisa e desenvolvimento, o Cirque du Soleil tem um banco de dados com 75 mil artistas de todo o mundo e parceria com 12 universidades dos EUA e 11 do Canadá, o que ajuda a desencadear a criatividade. "Eu digo para o aluno de engenharia: se você fizer essa cadeira voar, eu compro. Encontre uma maneira de fazer isso. É assim que buscamos novas ideias

segunda-feira, outubro 26, 2015

Biblioteca oferece delivery de livros para moradores de Santa Rita, SP

Ideia foi criada para dar comodidade e incentivar a leitura dos moradores.
Acervo ganhou lugar para videoteca, sala de leitura com sofá e cafézinho.


Biblioteca oferece delivery de livros para moradores de Santa Rita (Foto: Wilson Aiello/EPTV)

Uma proposta inovadora capaz de mudar a vida de muitos moradores que apreciam uma boa leitura e não têm tempo para ir à biblioteca. Assim é o serviço do ‘Livro Delivery’. Em Santa Rita do Passa Quatro (SP), as publicações são pedidas pelo telefone e chegam às mãos do leitor sem custo algum.
A iniciativa partiu logo depois da mudança da Biblioteca Doutor Evandro Mesquita, que saiu do Centro e foi para o bairro Cinelândia, região mais afastada. Antigamente, eram feitos cerca de 400 empréstimos por dia, número que caiu para 30 no novo endereço.
Com o serviço delivery, as entregas são realizadas de bicicleta pelo adolescente Paulo Leonardo da Silva. Ele pega os papéis com os pedidos anotados e pedala até as residências com os livros. “Os lugares são longe, mas eu encaro tudo pelo esporte em si, além de eu estar levando o conhecimento para a casa deles”, disse o aprendiz.
O acervo da biblioteca, que conta com aproximadamente 30 mil dições, teve seu espaço transformado. Agora existe um lugar para a videoteca, cantinho especial com livros em braile e sala de leitura com direito a sofá e café.
Espaço reservado para lazer em biblioteca (Foto: Wilson Aiello/ EPTV)Espaço reservado para lazer em biblioteca
(Foto: Wilson Aiello/ EPTV)
Com essas mudanças, o interesse pela leitura cresceu 30%, de 2014 para 2015, e a expectativa é de que os números aumentem.

“O objetivo é esse, fazer da biblioteca um lugar atraente e aprazível, onde você venha não só para pegar um livro, mas onde tenha oportunidade de interagir com outros leitores, conversar, tomar um cafezinho, que a biblioteca esteja realmente similar à sua casa”, explicou a bibliotecária Cirene Pereira dos Santos.
Comodidade
Essa ideia tem agradado toda a população. O aposentado Sinésio Marçal Júnior, de 66 anos, estuda filosofia e, recebendo os livros em casa, ganha mais tempo para se dedicar à leitura, já que precisa trocar de livro muitas vezes.
“É uma beleza. Você pede, eles entregam na sua casa, quando você termina depois de 30 dias, eles vêm buscar e não cobram nada por isso. É como se pedisse uma pizza”, contou o aposentado.
Geladeiroteca localizada na Prefeitura da cidade (Foto: Wilson Aiello/ EPTV)Geladeiroteca localizada na Prefeitura da cidade
(Foto: Wilson Aiello/ EPTV)
Geladeiroteca
Fora da biblioteca, a criatividade ainda é mais estimulada. Em pontos estratégicos da cidade foram instaladas geladeiras velhas que abrigam livros.

Os eletrodomésticos que não são mais usados passam pelas mãos de artistas plásticos e os alimentos  congelados são substituídos por livros.

“É interessante para quem gosta de ler. Fica melhor até para as pessoas que moram longe da biblioteca e querem escolher um livro”, relatou o estudante Bruno Celidorio.
Com tanto incentivo para leitura, não há justificativa para ficar sem ler. “Tem muita gente que não lê justamente porque tem dificuldade de chegar ate uma biblioteca ou então comprar um livro que é caro. Então, com esse trabalho que não paga nada, eles têm tudo na mão e podem descobrir o que está escondido entre as linhas de um texto”, concluiu o aposentado Sinésio Marçal.

01/10/2015