sexta-feira, março 25, 2011

Gramática do Português Brasileiro


Gramática do Português Brasileiro, de Mário Perini

               Por Mário Perini
Nas aulas de gramática, decoramos resultados, sem cogitar do método que levou à obtenção desses resultados. A aula de gramática não comporta perguntas embaraçosas, referentes a comos e porquês que não constam do livro adotado. O professor nunca precisa justificar a análise que ensina, tem apenas que reproduzi-la tal como a encontrou na bibliografia.
Nas aulas de gramática, não se aprende gramática, não se estuda gramática. Alunos (e os professores, que também são vítimas do sistema) não sabem gramática, não se interessam por gramática, detestam a gramática.
O estudo de gramática, tal como praticado atualmente, contribui para a analfabetização científica dos estudantes: por fornecer resultados sem focalizar os métodos de obtê-los; por, muitas vezes, lidar com dados fictícios (como quando se diz que a frase me dá ele aí “não existe”); por desencorajar a dúvida e o questionamento; por encorajar a crença acrítica em doutrinas aprendidas, mas não justificadas.
Diante desse cenário, detectamos a necessidade urgente de gramáticas atualizadas em todos os níveis.
A Gramática do português brasileiro, de Mário A. Perini, é a primeira gramática do português brasileiro a ser publicada no Brasil – e a segunda no mundo, depois de outra obra também de autoria de Perini, Modern Portuguese – A Reference Grammar, publicada em 2002 pela Yale University Press. Em Gramática do português brasileiro, Perini elabora uma descrição em nível universitário do português falado no Brasil destinada a alunos e professores de letras, assim como a professores de línguas de todos os níveis. Em breve, esperamos, estarão disponíveis textos e exercícios que sigam a perspectiva aqui adotada, destinados aos alunos de ensino médio e fundamental i e ii, dentro dos objetivos que se aplicam ao ensino de gramática nesses níveis.
A Gramática do português brasileiro está adaptada aos interesses e necessidades do leitor brasileiro e assume uma atitude inovadora quando comparada com os estudos gramaticais tradicionais. A ênfase aqui está posta na sintaxe e na semântica da oração, porque essas são áreas particularmente carentes no momento, além de serem aquelas em que o autor vem trabalhando intensivamente. Mas também são estudadas duas outras áreas importantes: a morfologia e a fonologia.
É perfeitamente possível elaborar uma gramática da língua falada — e essa gramática é tão rica e complexa, e tão interessante, quanto a da língua padrão. Em vez de eliminar pura e simplesmente o estudo de gramática na escola, é preciso redefini- la em termos de formação científica. Só assim essa disciplina — parte essencial do estudo da linguagem, o mais importante dos fenômenos sociais — poderá dar sua contribuição à alfabetização científica nossa e de nossos alunos.
Parece muita coisa a fazer, e é; parece difícil, e é; e talvez fique caro. Mas não se faz educação com soluções fáceis e baratas.
O AUTOR
Mário Alberto Perini é graduado em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais (1967), fez o doutorado na University of Texas (1974). Atualmente é professor voluntário da Universidade Federal de Minas Gerais, tendo sido professor na UFMG, na PUC-Minas, na UNICAMP e nas universidades de Illinois e Mississípi. Atua na subárea de teoria e análise linguística, com concentração em português brasileiro falado, sintaxe, ensino de português e gramática de construções. Além destes Estudos de gramática descritiva — as valências verbais, é autor, na Parábola Editorial, das seguintes obras: A língua do Brasil amanhã e outros mistérios (20083), Princípios de linguística descritiva (20072) e Estudos de gramática descritiva (2008).

Serviço:
Mário A. Perini, Gramática do português brasileiro. São Paulo: Parábola
Editorial, 2010.
isbn: 978-85-7934-004-8
formato: 17x24cm
capa flexível
páginas: 368

Há risco para a língua?


Entrevista de Mário Perini (*)

A maior parte dos lingüistas torce o nariz quando o assunto é regulamentar ou normatizar a língua. Segundo eles, a língua é dinâmica e empréstimos feitos de outro idioma ou acabam sendo assimilados ou simplesmente deixam de ser utilizados com o tempo. Nesta entrevista para a revista Com Ciência, o lingüista e professor visitante da Universidade do Mississipi (EUA), Mário Perini, explica como funciona esse processo. Perini escreveu recentemente um artigo para a Ciência Hoje sobre o assunto.

Outro assunto abordado é o eventual desaparecimento de certas línguas no futuro, devido ao processo de globalização. Ele rebate principalmente as declarações do lingüista Steve Fischer, que previu que línguas mais difundidas como o espanhol e o inglês se tornariam as únicas no mundo. "As declarações do Steven Fisher são muito pouco fundamentadas no conhecimento lingüístico atual", afirma Perini.

Com Ciência - No artigo que o senhor escreveu para a revista Ciência Hoje, o senhor afirma que a maioria dos empréstimos estrangeiros desaparece, e os que ficam são assimilados. Como se dá esse processo que leva à inclusão de alguns termos no léxico e ao desuso de outros? E no caso da inclusão, que tipo de transformação ocorre antes de um termo estrangeiro ser incorporado no léxico da nossa língua?

Mário Perini - O processo de assimilação de certos itens e eliminação de outros é complexo. Primeiro, certos empréstimos desaparecem porque a coisa que designam cai de moda ou se torna obsoleta. Exemplos são ban-lon; boogie-woogie; mi-mollet; lansquenete e muitos outros que você provavelmente nem conhece. Outros empréstimos são substituídos por formações vernáculas: goal-keeper hoje é goleiro; corner é escanteio; off-side é impedimento etc. Ainda outros ficam, mas são graficamente assimilados, de maneira que nem se sabe que são estrangeiros: gol (goal); nocaute (knock-out); batom (bâton); marrom (marron) e muitos outros.

Esses três processos dão conta da grande maioria dos termos estrangeiros. Fica uma quarta categoria, que não se assimila graficamente (embora assuma sempre pronúncia portuguesa): impeachment; site; off (desconto), nylon, etc.

São esses últimos os verdadeiramente irritantes. A maioria é muito recente, e não se sabe se vão acabar sendo assimilados ou eliminados de uma maneira ou de outra. Alguns deles persistem porque não têm equivalente em português: não se falava de site, e-mail, marketing até que as coisas propriamente ditas entraram na nossa conversa. Alguns, bem ou mal, já se assimilaram: salvar (alguma coisa no computador); deletar; e o próprio computador (em italiano ainda se diz computer).

Com Ciência - O senhor também critica as previsões de Steven Fisher de que as línguas mais difundidas, como o inglês e o espanhol, se tornariam as únicas do mundo em algum tempo. O seu argumento é que estamos longe de uma situação de submissão política e cultural que leve ao predomínio de outra língua sobre o português no Brasil. O senhor não acha que há uma crescente dominação da cultura e da economia norte-americana em todo o mundo, através da música, do cinema e da indústria do entretenimento, no âmbito cultural, e das multinacionais, no âmbito econômico?

Perini - As declarações do Steven Fisher são muito pouco fundamentadas no conhecimento lingüístico atual. Línguas não "se misturam", como ele disse. E, quanto ao português se misturar com o espanhol, não há o menor sintoma disso. A influência que sofremos hoje é do inglês, antes de tudo; um pouquinho do italiano e do francês. Do espanhol praticamente nada. Em segundo lugar, o desaparecimento de uma língua em favor de outra é um processo de muitos séculos; falar da substituição do português por outra língua qualquer no Brasil é se apressar muito.

Vou dar um exemplo: na Irlanda a influência inglesa é predominante desde a Idade Média. Por volta de 1600, metade da Irlanda pertencia a donos ingleses, e toda a ilha era uma colônia britânica. Além disso, o irlandês é uma língua dividida em dialetos, e sem prestígio, quase sem literatura nos tempos modernos, e chegou a ser falada por cerca de 3 milhões de pessoas no máximo. O inglês está ali do lado, a 50 km, e é a língua mais difundida do mundo. Apesar disso, o irlandês resistiu até hoje. É verdade que está morrendo, mas agüentou uns bons 600 anos, nessas condições extremamente desfavoráveis.

Agora, dizer que o português está indo no mesmo caminho é meio prematuro. O português sempre foi a língua de povos culturalmente dominados, e nem por isso desapareceu. A influência norte-americana é predominante há cerca de 60 anos. Mas não há sinal nenhum de que a população brasileira, ou parte dela, esteja abandonando o português como língua nativa. O domínio cultural dos EUA, pra não falar do econômico e político, é um fato, mas até agora sem conseqüências drásticas no campo lingüístico.

Com Ciência - O senhor afirma que tanto a linguagem falada quanto a linguagem escrita evoluem com o tempo e se influenciam mutuamente. O senhor não acha que a modalidade escrita da língua pode ser padronizada por mecanismos legais, como se fez na França? E no caso do português brasileiro, o que o senhor acha do projeto de lei do deputado Aldo Rebelo, que restringe o uso de estrangeirismos?

Perini - Sobre a padronização da língua escrita através de leis, eu acredito muito mais em uma campanha junto à imprensa. Numa coisa eu concordo com o Aldo Rebelo: essa invasão de termos ingleses é irritante. É como se me jogassem na cara a todo momento que minha cultura é inferior. Minha cultura, note, não a minha língua. O Brasil é um país subalterno de todo ponto de vista. Agora até no futebol!

Nosso governo é um simples gerente a serviço do FMI, nossa tecnologia é importada, nossa elite manda os filhos para estudar no estrangeiro, os programas culturais da nossa TV são predominantemente importados, a maioria dos livros que se lêem são traduções, etc, etc, etc. A língua só vai atrás, pois tem que exprimir tudo isso.

Resolver o problema dos empréstimos, por lei ou não, é como dar um analgésico para um paciente que, vai ver, sofre de um tumor no cérebro. Resolve na hora, mas não ataca a raiz do problema, que, tenho que repetir, é econômico, político, cultural, e não lingüístico. Não quero dizer que não se deva fazer nada, mas uma lei não tem o poder de fazer isso. Vai ser apenas mais uma fonte de multas.

Quem sabe uma campanha intensiva e honesta, tentando motivar a população a dar mais valor a sua língua e a sua cultura, sua música, sua arte? Quem sabe até a sua economia? As leis, no Brasil mais do que em muitos outros países, freqüentemente funcionam para atrapalhar. Os governantes não sabem disso, e têm a ilusão de que com uma nova lei vão resolver alguma coisa. Mas nós, o povo, sabemos que não é assim. Senão, o Brasil seria quase o paraíso, porque nossas leis até que são boas.

Com Ciência - Mas mesmo que o projeto não seja aprovado, o senhor não acha que ele já contribuiu por colocar a língua e seu destino em discussão?

Perini - O projeto do Aldo Rebelo, como eu já disse, não vai ter utilidade nenhuma como lei. Mas concordo que serve para chamar a atenção para o problema. E concordo que é um problema, ou para ser mais exato, é parte de um grande problema.

(*) Entrevista publicada pela revista Com Ciência. Texto enviado em 2/1/2002 à lista de debates Idioma pelo internauta Xexéu, então aluno do curso de Letras da Universidade Católica de Santos (4º ano).


fonte:
Movimento Nacional em Defesa da Língua Portuguesa

A Arte de Escrever Para a Web


A Arte de Escrever Para a Web
Ultimamente as pessoas (quando citar pessoas, entendam por WebProducers) têm se preocupado com as novas tecnologias que vêm surgindo (ASP.NET, J2EE ...) mas quando vão produzir o site, ele não agrada. Por quê? Esse artigo visa a responder essa pergunta e evitar essa situação: aqui eu abordarei o WebWriting amador, ou seja, para aquele que faz sites para si mesmo, para amigos, ou mesmo comercialmente - mas sozinho ...
ltimamente as pessoas (quando citar pessoas, entendam por WebProducers) têm se preocupado com as novas tecnologias que vêm surgindo, como ASP.NET, J2EE, etc...

Mas quando vão produzir o site, ele não agrada. Por quê? Esse artigo visa a responder essa pergunta e evitar essa situação: aqui eu abordarei o WebWriting amador, ou seja, para aquele que faz sites para si mesmo, para amigos, ou mesmo comercialmente - mas sozinho.
Em um próximo tutorial nós trataremos de WebWriting profissional, para quem quer viver e trabalhar como WebWriter e não como produtor Web. Mas... oops! Falei demais de WebWriting e não disse o que ele é:

 WebWriting - O que é?

Antes de mais nada, vale lembrar: desassocie a idéia de escrever para a Web de profissão em informática. Um WebWriter é, antes de mais nada, um jornalista. Por quê?

Pois a Internet é uma mídia como outra qualquer: se aquele que escreve para revistas ou jornais é um jornalista, por que não seria aquele que escreve para a Web também um?

Apesar dessa semelhança importantíssima, há uma coisa da qual você não deve se esquecer: enquanto numa revista ou jornal o texto é o elemento número um, na Internet ele divide lugar com a usabilidade, a navegabilidade e o design. Um bom site tem em mente todos estes elementos - e muito bem desenvolvidos. Por ser uma idéia nova, muitos ainda não sabem (ou mesmo esquecem) que ela existe.

Mas quando você ver um bom site feito por apenas uma pessoa, pode chamá-lo para trabalhar como redator online de qualquer site. Com alguns aperfeiçoamentos, ele sem dúvida será um ótimo profissional. Em suma: ele é WebWriter e nem ele sabia disso. Finalizando, ninguém poderá te ensinar a fazer WebWriting.

Aqui te darei algumas noções para você não começar sem rumo nenhum. Escrita é um trabalho de tentativa, erro e muita leitura. Afinal, ninguém ensinou Monteiro Lobato ou Clarice Lispector a escrever (bem)...

 Escrevendo para a Web

Se você se interessou pelo assunto, já está na hora de agir! Vou começar desfazendo e retificando um mito muito difundido na Internet: "texto para a Web não deve ser curto". Na realidade ele tem que ser sucinto e não-cansativo. Agora que você já não tem mais limites para deixar sua criatividade fluir, vou dar uma noção de "o que é o texto para Web" usando uma metáfora de Bruno Rodrigues:

"Primeiramente, despeje na panela toda sua experiência em jornais diários e revistas semanais - lembre-se de não deixar nada na lata. A seguir, divida sua experiência em textos publicitários em pequenos cubos e jogue-os na panela, lembrando-se de misturar o conteúdo continuamente. Sabe aquele saquinho de matérias para rádio, que está na sua dispensa há alguns meses, e você não sabia como aproveitá-las? Pois bem, acrescente mais esta experiência. Para finalizar, duas colheres de fermento de releases, que estão guardados desde sua época de Assessor de Imprensa. Misture a massa durante 10 ou 20 minutos. Você notará que, no fundo da panela, irá se formar uma calda. Agora, congele a massa... e sirva a calda!"

É isso mesmo! A Web é uma mistura de vários estilos de comunicação, aquele mix de texto publicitário com informativo, com uma pitada de persuasão. E como nem todos cozinham igualmente, a calda não sairá a mesma para todos. Por isso é que não existe fórmula mágica para fazer WebWriting. Lembro mais uma vez que apesar de você estar escrevendo para a Internet, você ainda é um redator: portanto não deixe que as regras de escrita sobreponham seu estilo - e cabe a você descobrir qual ele é. Como você já deve ter percebido, o meu é leve, utilizando principalmente a 2ª pessoa, e informal.

Mas não deixe que seu estilo atrapalhe o estilo do leitor: assim como você não faria a mesma comida para uma reunião de jovens e uma de executivos, você não usaria o mesmo estilo de escrita num site voltado a baladas e jogos em um de uma multinacional voltada para o comércio eletrônico.

Apesar de parecer meio confuso, eles não se desmentem: você tem seu estilo de falar, que sofrerá modificações quando você for falar com seu chefe ou um grupo de jovens na rua. Sua caneta, ou melhor, seu teclado, tem que funcionar da mesma maneira.

A seguir, você aprenderá alguns conceitos que serão úteis:

 A vitrine eletrônica
Nesta seção abordarei um site como uma vitrine: ela exibe seus produtos, sejam eles conteúdo, informação, ou mesmo produtos literalmente ditos. A montagem da vitrine, o fundo, as cores, os elementos, etc, caracterizam o site. Para completar a comparação com uma loja, falta apenas um elemento: o vendedor ! E quem é o vendedor no site? O WebWriter, lógico. Vamos entender isso melhor ...

O que faz um vendedor? Vende ? Não ! A principal tarefa dele é convencer o comprador, ou seja, persuadir. E é exatamente sobre a persuasão que iremos falar nesta seção: para você entender melhor, tome o site como o produto que você quer vender. A partir daí, você atuará de forma muito parecida com a de um vendedor "convencional", seja aquele que vende limonada na rua ou carros importados (com as suas devidas diferenças). Para vender o seu produto (o site), você usará velhos conceitos de persuasão, ou lábia, como preferir:

 1. Credibilidade
Como o site é seu produto, o internauta é seu cliente - e você deve ser honesto com ele. Lembre-se que se você usar alguma manobra para ganhar visitação, o internauta irá perceber o golpe baixo e você perderá um cliente (ou um visitante, como queira). Não adianta fazer de tudo para que ele consuma o produto: quando ele o consumir, perceberá que não era a imagem que você projetou nele e você deve ter muito cuidado com isso.
Conclusão: jamais utilize artimanhas para ganhar visitação.

 2. Verdade
Jogue sempre limpo ! Mostre os aspectos negativos de seu produto pois não há nada perfeito. Claro que você não vai escrachar (com perdão da palavra): não diga o que é, deixe que ele perceba e tire suas conclusões pois ele se sentirá em um lugar confiável depois de perceber que você é honesto. Mostre a verdade de uma maneira sutil, sem tentar esconder. Então, dê uma virada: mostre o motivo daquilo acontecer e o que está sendo feito para que o problema seja sanado. O seu "cliente" se sentirá aliviado ao mesmo tempo que sabe que ele pode confiar em você e em seu produto.
Conclusão: lide com a realidade, por mais que ela seja sombria.

 3. Emoção
Agora você já deve ter conquistado o racional do visitante e é chegada a hora de partir para a emoção: não tenha medo de ser emocional demais pois o cliente quer ser seduzido. Mostre dados, fatos, de uma maneira que o cliente fique convencido de que não pode viver sem seu produto. A fidelidade do seu cliente mora aí.
Conclusão: o leitor quer ser seduzido.

 Os Três Mandamentos
A Internet não tem regras. Nem o WebWriting. Por isso escrever para a Web é ao mesmo tempo muito fácil por não ter que seguir nenhuma exigência e muito difícil por não se ter nenhuma referência ou idéia de por onde começar. Mas apesar de não haver nenhuma regra, há uma bússola que dá algumas direções úteis: são conceitos simples, mas que se bem aplicados darão sucesso estrondoso ao seu WebWriting. Vamos aos pontos cardeais:

 Objetividade
Está lembrado que no começo do artigo eu falei que "texto para a web não tem que ser curto"? Pois bem, agora vou explicar e detalhar o motivo disso. Você deve ir direto ao assunto: o monitor não é uma página de revista e não há lugar para se ler confortavelmente. Aquele texto de um folheto ou revista vai muito provavelmente virar lixo na Internet. Seja direto mas tome cuidado pois ao mesmo tempo que o visitante não quer acabar com os olhos lendo textos na tela, ele QUER a informação que está procurando. Então, tome cuidado para não omitir as informações importantes enquanto tenta ser objetivo.

E se, levando por esse raciocínio, uma informação fica ainda muito grande, mesmo que sem rodeios? Lembre-se de não ultrapassar vinte linhas por tela. É claro que esse número dependerá do tamanho da fonte, das figuras, gráficos e etc que a página contém. Mas você é uma pessoa inteligente e o seu bom senso falará qual é o limite.
E lembre-se: o link é o melhor amigo da objetividade. Por quê? Imagine que seu site trata de um assunto que pode se desdobrar por dezenas de caminhos diferentes. Basta colocar links para eles onde o texto abordar sobre tal assunto: se o visitante se interessar, ele entra, caso contrário, não. Agora imagine se você tivesse que juntar tudo em um texto para uma revista: coitado do seu leitor...

 Navegabilidade
O visitante não gosta de se sentir preso: imagine seu visitante como participante de uma excursão de turismo por uma cidade. Só há um grupo e ele quer ver pinturas e o grupo está em arqueologia... Na excursão ele não pode simplesmente mudar de grupo sem mais nem menos - mas a Internet propicia isto e, se ela propicia, por quê não aproveitar? Deixe-o livre com todas as opções à mão. Não seja pomposo quanto à linguagem. Não indique um atalho para "a exposição pictória da cultura mexicana do século XIV": ele só quer ver belas pinturas maias.

Quanto aos links para sites externos, NUNCA coloque-os no corpo do texto: o visitante se sentirá confuso ao ver que o padrão das páginas e do texto mudou. Também vale lembrar para não exagerar: colocar vários links em um só parágrafo deixará o visitante "maluco" indo de lá para cá, como num labirinto - e talvez ele não volte ao texto. Não porque não sabe voltar: é porque ele perdeu a paciência...

Ao mesmo tempo que o webdesigner procura deixar o site pouco cansativo, o webwriter tem que procurar não fazer o internauta sair das páginas porque não agüenta mais o texto que é chato demais: se o visitante se deparar com uma página feia, não há texto que funcione. Por isso costuma-se dizer que metade da tarefa de "fisgar" o visitante é do texto e a outra metade é do design.

 Visibilidade
É essa a mais difícil missão do webwriter. É também aqui que ele deixa de ser um simples redator de site para ser, de fato, um webwriter. Por quê? O redator escreve, e o webwriter tem que fazer a informação ser VISÍVEL. Portanto ser webwriter não significa somente saber escrever para a Web, mas sim arquitetar as informações para que o visitante as encontre: é aí que o webwriter tem que usar os menus, os applets Java, os botões...

Então, já que é assim, vou colocar o máximo possível de coisas na primeira página, e tudo estará à mão dele. Certo? Errado ! Essa situação se parece com "você tendo que procurar um único chinês entre 1 bilhão deles, sendo que ele não tem endereço, nem nome, nem mapa...": a homepage de um site não é uma árvore de natal e não adianta querer pendurar todo o conteúdo nela - mas juntar tudo e fazer uma estrutura funcional é muito difícil. E aí é que está a mais excitante das metas: o simples fato de que tudo não cabe na primeira página.

 Aprendendo com quem sabe
Como não há nada fixo em WebWriting, que tal analisar sites prontos para ver as suas estratégias para conseguirem atrair visitantes ao mesmo tempo que não se esquecem da objetividade, navegabilidade e visibilidade? E qual é o melhor tipo de site para analisar? Todos. Exatamente todos. Por quê? Porque cada tipo de site tem um tipo de escrita - e quanto mais estilos você ver, melhor. Vale lembrar que aqui que você não é mais um simples visitante: você é um WebWriter analisando o trabalho de outros. Portanto esqueça de navegar somente por navegar: você tem que analisar e criticar. Vamos a alguns parâmetros para você analisar melhor:

 Arquitetura de informação
Navegue pelo site pensando em como ele foi feito: se você percebe que a página foi bem pensada e bem mapeada, nota 10!

 Conteúdo
Tem que ser exatamente o que o visitante espera, sem nada supérfluo, aprofundando o que é importante. Se você ler e achar informações importantes durante toda a extensão do texto, nota 10!

 Navegabilidade
Você tem que achar o que procura o mais rápido e com o menor esforço possível. Um site é um imenso banco de dados: cabe ao webwriter criar as tabelas, chaves primárias e etc para organizá-lo.

 Visibilidade
Se você procurar por alguma coisa e não encontrar e depois descobrir que ela estava lá, nota 0! Você vê que um webwriting é bom quando você pode ver tudo o que quer, mesmo tendo que passar por várias seções diferentes. O talento de um webwriter está definido aí.

 Objetividade
O texto é longo, cheio de rodeios, para uma informação importante e curta? Ela está no final do texto? O texto é longo e sem motivo do tamanho? NOTA ZERO!

 Design
Por mais que você seja um webwriter e não um designer, se o visitante se deparar com uma página feia, não tem webwriting que salve. Como avaliar? Fácil: se logo na homepage você tem vontade de continuar, nota 10!

 Tecnologia
A tecnologia é grande aliada do texto: efeitos simples Flash, pop-ups, ou mesmo links devem funcionar SEMPRE - ou seja - 404 = 0. (404=0 é uma metáfora pois se você usa a Internet há algum tempo, você sabe que o erro 404 é o de página não encontrada). Então, se o link estiver quebrado, nota zero!

 Conclusão
O WebWriting é ainda muito obscuro e pouco preciso. Para você, que não tinha idéia do que era um bom texto para a Web, espero que tenha ajudado. O mesmo vale para você, que já fazia um WebWriting bom, mas sem conceito: espero que você saia desta leitura com a cabeça menos oca do que quando entrou ;) ...



Autor original:  Rafael Almeida
fonte:

O futuro do livro: cenários


Tecnologia microscópica é o futuro do computador de casa
Nanoeletrônica cria processadores em exaescala e reduz consumo energético


JOHN MARKOFF
THE NEW YORK TIMES
Pesquisadores da Hewlett-Packard (HP) propuseram uma reavaliação fundamental do computador moderno para a próxima Era da Informação, a da nanoeletrônica - um casamento de memória e capacidade de computação que pode reduzir drasticamente a energia usada pelos computadores.

Hoje, o microprocessador é o centro do universo da computação. A um custo energético alto, a informação é movimentada, primeiro, para ser usada na computação e, depois, armazenada. A nova abordagem seria associar o processamento à memória para diminuir o transporte de dados e diminuir a utilização de energia.

A indústria de semicondutores advertia há muito tempo sobre um conjunto de possíveis gargalos, descritos como "the wall" (a parede), um ponto no tempo em que não haveria mais como continuar as cinco décadas de progresso na redução contínua do tamanho dos transistores usados na computação.

Se não houver mais como diminuir o tamanho dos transistores, isso diminuirá o índice de inovação de eletrônicos e encerrará um aumento exponencial na velocidade dos supercomputadores mais poderosos do mundo, que ficam mil vezes mais rápidos toda década.
Entretanto, em um artigo publicado na revista "IEEE Computer" em janeiro, o engenheiro elétrico Parthasaranthy Ranganathan oferece uma alternativa radical aos projetos atuais dos computadores. O projeto dele permitiria novos designs para produtos eletrônicos voltados ao consumidor e para a próxima geração de supercomputadores, conhecidos como processadores em exaescala.

Modelo atual. Atualmente os computadores funcionam transferindo dados constantemente entre memórias mais rápidas e mais lentas. Próximo ao processador, os sistemas guardam os dados usados com maior frequência e os movem para locais de armazenamento mais lentos e mais permanentes apenas quando eles se tornam necessários aos cálculos em progresso.

Sob esse ponto de vista, o microprocessador é o centro do universo da computação, mas, em termos de gasto de energia, a movimentação da informação - primeiro para a acessar e depois para a armazenar - gasta a quantidade de energia que seria usada na real operação de computação.

Além disso, o problema vem piorando rapidamente porque a quantidade de dados consumidos pelos computadores está crescendo em velocidade ainda maior do que a alcançada pelo aumento do desempenho das máquinas. Tanto é que a empresa IBM vai finalizar, em 2012, um computador que consumirá 15 megawatts de energia, mais ou menos a quantidade utilizada por 15 residências.

Então, qual será o aparelho mais importante daqui a dez anos? "Claramente vai ser algo relacionado a dados; não sobre ciência de foguetes. No futuro, toda peça de armazenagem virá com um computador embutido", acredita o engenheiro Ranganathan.

Energia
Usina. Um computador em exaescala construído a partir dos atuais microprocessadores exigiria 1,6 gigawatts. Isso seria o equivalente a 1,5 vez a eletricidade produzida por uma usina nuclear.
Nanodepósitos
Base dos sistemas 3D será composta de memórias com múltiplos níveis

NOVA YORK. Para distinguir o novo tipo de computação dos projetos atuais, o engenheiro Parthasaranthy Ranganathan disse que os sistemas serão baseados em chips de memória chamados de nanodepósitos, distintos dos microprocessadores. Eles serão sistemas 3D híbridos, em que circuitos de baixo nível serão baseados em uma tecnologia nanoeletrônica chamada transistor de memória, que a HP está desenvolvendo para armazenar dados.

Os nanodepósitos terão um projeto de múltiplos níveis, e os circuitos de computação feitos com silício convencional ficarão diretamente no topo da memória para processar os dados, o que reduz o consumo de energia.

Especialistas estimam que, em aproximadamente sete anos, esse modelo de chip vai conter 128 processadores e poderá armazenar um trilhão de bytes de memória (cerca de 220 filmes digitais em alta definição). Se esses dispositivos forem utilizados em todas as máquinas, isso reduzirá radicalmente a quantidade de informação transportada para lá e para cá nesse futuro esquema de processamento de dados.

Durante anos, profissionais da arquitetura da computação diziam que uma ideia inovadora era necessária para os computadores. De fato, enquanto os transistores continuavam a diminuir de tamanho, em vez de continuar a inovar, os projetistas de computadores simplesmente adotavam uma abordagem chamada "multicore", em que múltiplos processadores são acrescentados enquanto mais espaço para se acoplar chips era disponibilizado. (JM/NYT)


Tradução de André Luiz Araújo
Publicado no Jornal OTEMPO em 10/03/2011
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Exaescala. O engenheiro Parthasaranthy Ranganathan e seu protótipo de centro de dados
NOAH BERGER/THE NEW YORK TIMES

teoria do atos filosofia


Atos Locucionários Mundo Físico Ato Perlocucionários Atos Ilocucionários Posterior Contribuição De Searle Ato De Proferir



filosofia
Ramos Fundamentais Da Filosofia Thomas Ransom Giles: LÓGICA. TEORIA DO CONHECIMENTO. ÉTICA. POLÍTICA

Por que a Filosofia se diversifica ? A Lógica: instrumento do raciocínio correto. A Lógica clássica; a Lógica silogística. O juízo: a proposição, articulação do ato fundamental do raciocínio. O silogismo: a estruturação do ato fundamental do raciocínio. O raciocínio. Lógica simbólica. Termos e expressões fundamentais da lógica simbólica. As funções de verdade e as conectivas. A tradução de preposições das línguas correntes para a linguagem simbólica. Tabelas-de-verdade. A tautologia, a contradição e proposições contingentes. Proposições equivalentes e inconsistentes. Provas na Lógica das proposições. A quantificação: conceitos e símbolos básicos. A quantificação universal e existencial. Axiomas e regras de inferência para a Lógica de quantificação. Provas: exemplos. A Teoria do Conhecimento: o que o ser humano pode conhecer e como o conhece. Posso conhecer algo? O conhecimento e teorias da verdade. A percepção: ponto de referência constante no processo do conhecimento. O estudo das condições, do valor e dos limites do conhecimento. A Ética: o ser humano age e avalia suas ações com relação a si próprio e ao outro. A meta-ética e a ética normativa. Como justificar posturas ou posições éticas. O que torna um ato ético certo? A estrutura formal do raciocínio e modos de ação moral. A estrutura formal da deliberação sobre opções realizáveis e irrealizáveis. O problema da liberdade. A teoria empirista. A teoria de Kant. A teoria existencialista: Kierkegaard e Sartre. Filosofia e avaliação moral. Aristóteles. Kant. Bentham: o utilitarismo. Jaspers e o existencialismo. A Filosofia política: fundamentos teóricos da ação política. O Estado, expressão de coletividade social. Modelos de Estado. O Estado grego. Novos modelos do Estado grego: Platão e Aristóteles. O Estado romano. O Estado Medieval. O Estado renascentista. O Estado moderno. Os existencialistas e a política de pós-guerra. Pontos para reflexão

Ramos da filosofia:

  • Mito:  vem da palavra grega cujo significado é Mithos narrativa. Atende tanto uma função de motivos como o papel exemplar. Nos contos míticos envolvendo imaginação e crenças. A narração dos mitos é vital e tem por objetivo, primeiro, apaziguar ou aplacar a ação deusessobre-humano. Os mitos, o mundo parece caótica natureza se comporta de forma aleatória de acordo com a vontade dos deuses.
  • Logos: explica as coisas por meio da razão crítica e deve. Logos é a razão que domina o universo, e torna possível a existência de ordem e regularidade na sucessão das coisas, mas também algo em nós e servir como um guia para nossa conduta e como uma ferramenta para o conhecimento.
  • Saiba mais vulgar nos mostra como são as coisas e seus efeitos. É um conhecimento superficial, não reflexivo do senso comum misturado com o preconceito. É útil para a vida cotidiana.
  • O conhecimento científico: procure a causa imediata das coisas é um conhecimento especializado e profundo. É um conhecimento racional, provas e experimentos. É útil para compreender e controlar a natureza.
  • Conheça a filosofia: descobrir as causas profundas de tudo. Parte não é conhecimento, mas universal. É um conhecimento racional, provas e experimentos. É útil saber as causas primeiro ou último da realidade.
    • É um reflexivo, porque é perto da realidade e da verdade através de nossas capacidades racionais.
    • É um conhecimento aberto que muitas de suas propostas são abertas e não definitivo.
    • É um conhecimento racional, porque procura respostas para se adaptar à compreensão humana.
    • É um conhecimento global, inclusivo e unificada. Isso ocorre porque a filosofia é a de explicar a totalidade de todos os seres a partir de seus princípios mais profundos e fundamentais.
    • É uma abordagem radical, porque sei que é mais essencial em questões tão difíceis como o significado da existência humana e da liberdade, o problema do bem e do mal, e assim por diante.
    • É um conhecimento prático é orientar a ação humana. Ela se manifesta na filosofia ética e filosofia política.
    • É do conhecimento porque é ordem sistemática os diferentes campos da realidade e da experiência humana.
    • É um conhecimento crítico e de análise, pois reflete a mentalidade de uma época. Então, mostra uma rejeição do dogmatismo, das verdades e crenças que a sociedade impõe.

  • Ramos da filosofia:
    • realidade metafísica e estudar as propriedades de tudo que é ou existe.
    • Lógica: lidar com os argumentos expressos lingüisticamente e estudar a sua estrutura, sua forma e sua correção para chegar à certeza de sua validade.
    • Epistemologia: olhar para as origens, validade e limites do conhecimento.
    • Antropologia olha para os seres humanos a partir da perspectiva da diversidade biológica, social, cultural ou humanístico.

    • Ética: O estudo examina os códigos morais e normas, sua lógica, validade e universalidade.
    • Estética análise da natureza da beleza e da criação artística.
    • Política: lida com os aspectos da comunidade humana, tais como a origem social, formas de, o poder do governo, etc.
  • Fixidez, sustenta que as espécies e gêneros são fixos, isto é, não foram e nem serão salvos. As conclusões foram que vieram Aristóteles:
    • espécies são eternos, imutáveis e inalterados de geração em geração.
    • Biologia está interessado apenas pela espécie, e não indivíduos
    • A forma dos órgãos está sempre ligada às funções.
    Criacionismo serão adicionadas mais tarde a este conceito fixista Aristóteles. Para esta teoria Deus criou as espécies, sendo divina seria perfeito e não teria necessidade de mudar ou melhorar alguma coisa.
    Antropocentrismo é uma outra teoria fundamental na concepção fixista. Esta é uma visão típica da filosofia após a Idade Média. Antropocentrismo considera o homem no centro da criação, sendo o mais importante. Além disso, o ser humano é o elemento do qual todos os outros são medidos. A influência do Gênesis, que conta como o mundo é criado por nós foi fundamental.

Brasil não tem universidades entre as 100 melhores do mundo



Rússia (Universidade Lomonosov de Moscou), China (universidades Tsinghua, Pequim e Hong Kong) e Cingapura e Hong Kong aparece com instituições entre as 50 melhores do ranking. No grupo entre as posições 51º e 100º aparecem universidades de países emergentes como a Universidade de Seul, na Coreia do Sul; Universidade de Taiwan e o Instituto de Ciência da Índia. O Brasil é o único dos BRICs a não ter nenhuma instituição de ensino superior entre as melhores.

A pesquisa pediu aos acadêmicos experientes para destacar o que eles acreditavam ser o mais forte das universidades para o ensino e a pesquisa em seus próprios campos. Harvard obteve 100 pontos. As outras cinco melhores classificadas foram Instituto de Tecnologia de Massachusetts; Universidade de Cambridge (Reino Unido); Universidade da Califórnia, em Berkeley; Universidade de Stanford University e Universidade de Oxford (Reino Unido).

Veja a lista completa no Times Higher Education, em inglês.

Mudanças tecnológicas podem criar "desigualdade na leitura"


A rápida ascensão dos livros eletrônicos pode criar uma "desigualdade na leitura", com as pessoas incapazes de arcar com o custo da nova tecnologia sendo deixadas para trás, em um período de declínio na capacidade de escrita e leitura nos Estados Unidos.
As comunidades negras onde muitos estudantes já estão ficando para trás de seus pares, membros de maiorias em termos de alfabetização, estão sob ameaça especial, disse a escritora Marita Golden --e isso a despeito do número crescente de escritores norte-americanos negros célebres, entre os quais, Toni Morrison, que conquistou um Nobel de Literatura.


Rápida ascensão dos livros eletrônicos pode criar uma desigualdade, com as pessoas incapazes de arcar com custo
"Minha maior preocupação é que a tecnologia continue aumentando essa desigualdade", disse ela.

"Não teremos apenas uma desigualdade digital mas uma desigualdade de leitura, se a leitura se tornar uma atividade que dependa de tecnologia."

"Caso a leitura venha a depender de tecnologia que precisa ser comprada, creio que a desigualdade na alfabetização persistirá e até mesmo crescerá", acrescentou.

Anos de discussão sobre o futuro dos livros em meio às amplas mudanças tecnológicas em curso, e o desejo de garantir que os escritores negros sejam incluídos nessa discussão, incentivaram Golden a conceber seu recente livro "The Word", no qual escritores negros norte-americanos falam sobre como a leitura melhorou suas vidas.
Edward Jones, que conquistou um prêmio Pulitzer por seu romance "The Known World", afirma acreditar que "a leitura e a escrita são fundamentais para ser uma pessoa melhor e ter uma vida melhor".
Outros contam como ler sobre vidas parecidas com as suas ajudou a validar suas experiências e a lhes propiciar confiança.

Nesse sentido, a tecnologia dos leitores eletrônicos, por exemplo, pode ser tanto vantagem quanto problema em termos de alfabetização, disse Golden, já que leitores que poderiam se sentir intimidados diante das muitas páginas de um livro talvez se entusiasmem com a leitura em forma digital.

Além disso, considerando que a comunidade negra dos EUA tem mais celulares e smartphones do que a comunidade branca, existe o potencial de explorar um mercado maior, acrescentou. "Mas o problema é ser possível baixar tanto jogos quanto livros, e não sabemos o que as pessoas farão."



fonte : A REUTERS, EM TÓQUIO
Rápida ascensão dos livros eletrônicos pode criar uma desigualdade, com as pessoas incapazes de arcar com custo