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pessoas interessantes, coisas interessantes, cinema e o fatídico nada.
Biblioteca Pessoal é um aplicativo para Android para catalogar, organizar e classificar um acervo de livros. Com comandos simples e práticos, o usuário pode inserir título, autores, editoras e outras informações sobre cada obra, podendo ainda selecionar imagens de capas. Além disso, o app também permite qualificar os livros com notas, escrever descrições, estabelecer metas de leitura e controlar prazos de empréstimos. Clique em “Baixar” para fazer o download gratuito de Biblioteca Pessoal e organize sua coleção literária!
Nossa opinião
Em uma interface simples, agradável e bem organizada, Biblioteca Pessoal é um aplicativo com ótimos recursos para cadastrar livros de um acervo e controlar empréstimos. O app ainda permite que usuário registre diferente informações sobre a obra, crie alarmes para cobrar devoluções, escreva sinopses e observações e qualifique cada item segundo em um ranking de notas.
O Biblioteca Pessoal também possui recursos para adicionar imagens da capa dos livros cadastrados, permitindo extraí-las da Galera de Fotos ou capturá-las através da câmera do aparelho. Com uma série de opções para organizar as obras cadastradas, o aplicativo ainda oferece um sistema de prazos para estipular metas de leitura e uma eficiente ferramenta de busca por títulos, autores ou ISBN.
No entanto, a interface do Biblioteca Pessoal está toda em espanhol, enquanto o recurso para escanear o código de barras do ISBN de livros só identifica obras publicadas por editoras castelhanas ou espanholas.
Prós
Interface prática e fácil de utilizar
Permite inserir todos os dados dos livros
Anexa fotos e imagens de capas
Possui recursos de classificação e controles de empréstimos
Conta com uma excelente ferramenta de buscas
Contras
Não possui suporte para o português
O identificador de ISBN só funciona com livros espanhóis
Mapa das Bibliotecas é uma plataforma Web que apresenta a localização das instituições registradas no Cadastro Nacional de Bibliotecas. Desenvolvido pelo Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), do Ministério da Cultura, o site exibe um mapa com recursos para pesquisar pelas entidades cadastradas, além de uma organizada lista. Acesse o Mapa das Bibliotecas e descubra estabelecimentos públicos e os seus acervos.
Estruturado pela base de dados do OpenStreetMap, o Mapa das Bibliotecas é uma ferramenta online que apresenta as instituições cadastradas, permitindo ainda que usuário visualize seus endereços, informações de acessibilidade e acervos.
Com comandos simples e práticos, a interface exibe o mapa do Brasil em destaque, indicando a localização de cada entidade registrada. Além disso, o quadro interativo também se modifica com o aumento ou a diminuição do zoom, discriminando o nome e o endereço de cada biblioteca.
O Mapa das Bibliotecas também tem uma ferramenta de buscas para procurar instituições pelo nome e pode indicar as que estiverem mais proximais por meio do sistema de geolocalização.
Apesar de ainda não ter algumas entidades públicas e nem apresentar os acervos de todas cadastradas, a plataforma disponibiliza a localização e informações básicas sobre as 6 mil bibliotecas no banco de dados.
Com comandos intuitivos e uma interface muito agradável, Mapa das Bibliotecas é uma excelente plataforma para encontrar intuições. No entanto, ainda há muitos recursos adicionais do Ministério da Cultura (MinC) que ainda não foram alimentados e ativados, como a indicação de eventos e de atividades culturais.
Prós
Visual agradável
Comandos práticos e organizados
Apresenta informações sobre milhares de bibliotecas
O Czur Scanner é um dispositivo que promete tornar a digitalização de documentos e livros algo mais prático. Desenvolvido para operar conectado à uma rede Wi-Fi, o dispositivo conta com tecnologias que fazem da digitalização de livros inteiros um processo mais fácil e que eliminam problemas comuns encontrados por quem tenta realizar esse procedimento com scanners normais.
A lombada do livro causa deformação na página e, mesmo com um scanner amplo, o processo de digitalização da página irá, inevitavelmente, produzir uma imagem distorcida. Com o Czur, a imagem resultante do processo é filtrada por um algoritmo, que identifica a distorção e a corrige.
Czur funciona conectado à Internet e pode ser usado para digitalizar livros inteiros (Foto: Reprodução/YouTube)
Outra vantagem do dispositivo é o fato de que, conectado à Internet, ele pode funcionar independente de um computador. Documentos e páginas obtidas pelo scanner podem ser armazenadas num serviço na nuvem, facilitando o acesso aos arquivos e o uso do aparelho, já que, dessa forma, não é necessária a instalação de drivers em um PC para gerenciar o dispositivo.
Outra função interessante do scanner é a perspectiva de usá-lo como projetor. Usando a interface HDMI, o equipamento pode exibir em telas grandes imagens ampliadas de documentos e páginas dispostas em sua base.
O vídeo abaixo, em inglês, mostra o scanner em ação:
O scanner foi apresentado no site Indiegogo, de financiamento coletivo. O projeto já superou a meta de arrecadação, mas ainda há tempo para que interessados invistam na iniciativa. Na cota mais barata disponível, é preciso desembolsar US$ 199 (R$ 780). As entregas estão previstas para janeiro de 2016 e o fabricante envia o produto ao Brasil.
Com mais de 15 mil itens à disposição da população, a biblioteca Dr. José Guimarães Duque, da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), é uma das mais ricas em conteúdo especializado na área ambiental do Brasil. Aberta ao público de segunda a sexta-feira, durante o expediente da autarquia, o espaço é responsável por disseminar informações ambientais com o intuito de subsidiar o trabalho de controle e proteção ao meio ambiente e atender a demanda da sociedade.
Possuidora de uma vasta bases de dados, a biblioteca da Semace disponibiliza uma variada gama de serviços de informação, como pesquisa bibliográfica, elaboração de bibliografias especializadas, consultas à legislação ambiental, informações sobre instituições, entre outros.
No local, é possível ter acesso a livros, folhetos, teses, dissertações, monografias, periódicos, mapas, estudos ambientais, obras de referência, anuários, dicionários, convênios, vídeos etc. Dos 15.212 documentos catalogados, 1.366 são referentes a legislações ambientais municipais, estaduais e federais, como leis, decretos, portarias, instruções normativas e resoluções.
De acordo com a bibliotecária da Semace, Julieta Lima, qualquer cidadão pode chegar à Superintendência e realizar suas pesquisas. “Quem tiver interesse em conhecer nosso acervo pode se dirigir à nossa sede. Aqui, temos uma sala de leitura climatizada para acolher nosso visitante e lhe oferecer as melhores condições”, informou.
José Guimarães Duque
Mineiro da cidade de Lima Duarte, adotou o Ceará como sua terra natal. Foi professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e também trabalhou na administração pública. Autor de várias obras relacionadas as lavouras xerófilas, Duque se tornou conhecido como o Doutor das Xerófilas. Como um dos grandes ecologistas que por aqui passaram, sempre defendeu as causas ambientais do Nordeste, sendo um dos pioneiros a sair em defesa do bioma Caatinga, motivo pelo qual seu nome foi escolhido para homenagear a biblioteca da Semace. José Guimarães Duque faleceu em junho de 1978, próximo de completar 75 anos.
Serviço:
- Biblioteca da Semace - Dr. José Guimarães Duque
- Funcionamento: Segunda a sexta-feira, 8 às 12h e 13 às 17 horas
- Endereço: Rua Jaime Benévolo, nº 1.400, Bairro de Fátima, Fortaleza-CE
- Aberta ao público
- Telefone: (85) 3101-5531
20.10.2015
Fhilipe Augusto Assessor de Imprensa da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) (85) 3101-5554/ 98605-9501 comunicacao@semace.ce.gov.br
Sabrina Lima Gestora de Célula/Secretarias
Coordenadoria de Imprensa do Governo do Estado Casa Civil / 85 3466.4898
Fonte Governo do Estado do Ceará 20 de Outubro de 2015
Ação promove a prática da leitura; livros são doados por moradores. Seis pontos de leitura estão espalhados pela cidade.
Um grupo de voluntários de Ituiutaba criou o projeto "Biblioteca de Rua". O objetivo é facilitar o acesso dos moradores à leitura. A ação começou há oito meses. No início era apenas um estande, que tinha cerca de 400 livros. Atualmente, são seis pontos de leitura na cidade e mais de três mil exemplares distribuídos.
Ação promove a prática da leitura entre os moradores de Ituiutaba (Foto: Reprodução/TV Integração)
“A Biblioteca de Rua é coletiva, livre, gratuita e sobrevive de doações”, explicou a idealizadora do projeto Helenice Pereira de Queiroz.
As prateleiras estão espalhadas em pontos da cidade, incluindo locais públicos, como praças e calçadas. Basta pegar, ler e devolver quando puder. “Os livros ficam 24 horas abertos. Não há cadastros, não há taxa, não há ninguém vigiando. É uma biblioteca livre e independente”, informou Helenice Pereira.
Os livros são doados por moradores, muitos anônimos. Os estandes são custeados por empresários. No muro de uma escola centenária, a Biblioteca de Rua faz uma homenagem para a primeira professora da escola: Alzira Alves Vilela Tavares. "A gente quer transformar Ituiutaba em uma cidade mais solidária e mais leitora", disse Helenice.
Os interessados em realizar a doação de livros devem procurar a sede do Sindicato dos Professores da Rede Municipal de Ituiutaba, localizada na Rua Dezoito, nº 1193, no Centro.
Biblioteca será montada a partir de doações de livros. Livros podem ser entregues na portaria do local
O Presídio de Ituiutaba deu início a uma mobilização para implantação de uma biblioteca no interior da instituição. As doações de livros poderão ser feitas pela população.
“A campanha existe para ajudar na recuperação dos detentos. Esse acervo literário vai ser composto por várias obras e vai ajudar o preso a diminuir o tempo de detenção”, explicou o diretor do presídio, Jorge de Paulo.
Os livros podem ser doados na portaria do presídio, na Avenida 3, nº 650. Segundo o diretor, não há exigências quanto ao gênero literário, mas a prioridade é de literatura brasileira, informou o diretor.
Era um fim de tarde em Capivari. Na rua tranquila, o artista plástico Luiz Pereira Moysés, o Tubarão, como é carinhosamente conhecido, abriu a porta de sua acolhedora e bem cuidada casa para nos receber. Acompanhado da doce e sempre impecável Dona Mariza, esposa e companheira de tantos anos, e de sua neta Larissa, com seu sorriso límpido, gostoso e sincero.
Os livros, sempre cobertos com anotações
Sentamos na sala de visitas, perto das estantes, mas os livros talvez estejam um pouco por toda a parte da casa, pois durante nossa conversa, o artista várias vezes se levantou para trazer volumes e títulos para comentar e mostrar. Logo nos primeiros momentos, Luiz Pereira Moysés relata que sua biblioteca tem muitos livros de religião e de arte e mostra alguns volumes. Os livros estão repletos de anotações minuciosas feitas a lápis. Trechos sublinhados, observações, comentários, um verdadeiro diálogo entre autor e leitor. Pergunto como os livros entraram em sua vida. Conta que a biblioteca começou a ser formada depois que se casou. Ia até a Livraria Pires, em Capivari e comprava fascículos de obras literárias, filosofia e saúde.
Subitamente o assunto passa para sua infância. Conta que a vida seguia tranquila em Campos do Jordão para aquela família de origem humilde, com sete irmãos, quando um dia, aos 13 anos, seu pai perguntou o que ele queria ser, com o que queria trabalhar. Não sabia, essa questão ainda não havia lhe passado pela cabeça. O pai resolveu então que o filho seria pintor de paredes, o que aconteceu.
Conta que fez apenas o curso primário. Aos 20 anos foi fazer o curso de Madureza, o que na época permitia, para quem não tivera a oportunidade de estudar, a possibilidade de compactar o curso ginasial (atuais 5º ao 8º anos) em alguns meses. “Fiz um teste – o professor pediu para eu escrever uma frase que ele ditou e nela estava a palavra ‘há’. Escrevi um ‘azão’, sem o H. O professor respondeu: ‘Ih rapaz, mas você está ruim…’ Eu não sabia nada”. Desde então passou a ler diariamente os jornais, trazidos por um irmão que trabalhava nos Correios, hábito que permaneceu até os dias de hoje.
Uma leitura sempre cuidadosa e atenta, que leva o conhecimento para o cotidiano do artista
Um dia encontrou na rua com Joaquim Correia Cintra que lhe convidou a participar de um grupo que se reunia regularmente no antigo DMTUR (Departamento Municipal de Turismo de Campos do Jordão), em Abernéssia. Nessa ocasião o grupo tinha aulas de inglês dadas pelo Prof. Harry Mauritz Lewin, que havia selecionado uma obra de Dickens – “A tale of two cities” (“Um conto de duas cidades”) que era lido e comentado, abordando aspectos como sociologia, história, etc. Os encontros do grupo aconteceram durante incríveis 12 anos.
Chegou um momento em que percebeu que era preciso avançar mais nos estudos e decidiu fazer as provas do Curso Supletivo em Taubaté. Cada aluno estudava por sua conta, prestava os exames e, se fosse aprovado, conquistaria o diploma do então curso Colegial. Graças à leitura diária dos jornais, passou de imediato em 5 das 8 matérias. Posteriormente fez o curso de Teologia na Universidade de Taubaté.
Mas como o pintor de paredes se transformou em artista plástico? Pelo talento e por uma feliz coincidência de vida. Desde criança gostava de pintar, mas não havia quem ensinasse. Quando estava com 20 anos passou a trabalhar, ainda como pintor de obras, por conta própria. Havia outro empreiteiro em Campos do Jordão que estava com muitos serviços e lhe repassou um que não podia pegar naquele momento, a pintura de uma casa em Jaquaribe. Nas muitas voltas que o destino dá, o proprietário da casa era o consagrado pintor Camargo Freire.
Um dia, durante a obra na casa de Camargo Freire, observou que ele havia saído; viu surpreso que na casa havia cavaletes, quadros e uma paleta. Notou que havia alguns caixotes; pegou um deles e, no fundo, usando a paleta que encontrou, copiou uma obra de Freire; depois colocou tudo de volta no lugar, como se nada tivesse acontecido. Quando Freire voltou, ao mexer nos caixotes ficou com a mão suja de tinta. Perguntou quem havia feito aquilo. Moysés se identificou, certo de que seria demitido. “Não está mal”, disse Freire.
Os livros de arte de sua biblioteca, paixão desde sempre, adquiridos ao longo da vida
Certa vez, após juntar vidros vazios de remédios, perguntou ao responsável por uma das obras em que trabalhava se podia pegar um pouquinho de cada tinta e por nos vidros – vejam bem, as tintas eram aquelas usadas para pintar paredes ou janelas. Com arames e outros apetrechos improvisou um pincel. E pintou sobre caixas de chá, de madeira, que sua mãe não usava mais.
Mas chegou o momento em que enfim pintou um quadro numa tela. Viu Camargo Freire tomando um café e mostrou sua pintura. “Está interessante”, disse Freire, que durante uma hora lhe deu uma verdadeira aula de perspectiva e uso de cores. E como se faz para aprender a pintar, perguntou. A resposta foi: “Pintando. Quando pintar me avisa”. Um dia pintou uma pereira. Ao levar ao mestre ouviu “está parecendo um picolé de coco”, seguido de orientações que apontavam o que estava bom e o que estava falso na obra.
Boa parte da biblioteca é formada por livros de estudos religiosos
Camargo Freire participava de um Salão de Pintura em Taubaté e um dia convidou Moysés para inscrever uma tela. Era uma paisagem, que recebeu Menção Honrosa. Também com Freire, passou a participar do Salão Paulista de Belas Artes, tendo a partir daí, acesso a artistas consagrados.
Ávido de conhecimento, durante anos Moysés comprou livros de arte, principalmente quando ia a São Paulo. Uma variedade enorme de publicações sobre técnicas de desenho e pintura, movimentos e escolas artísticas e obras de pintores que hoje integram sua biblioteca em Campos do Jordão. O mesmo aconteceu com a ampla gama de edições sobre religião em seus mais variados aspectos, assunto em que se tornou um estudioso. E assim, nas curvas da existência, formou-se esta biblioteca.
Quando pergunto qual o recado que ele gostaria de passar às pessoas sobre leitura, diz sem vacilar: “Sugiro que todo jordanense vá à Biblioteca Municipal e leia tudo – ou pelo menos aquilo que lhe atrai. Quem lê, abre perspectivas”. Palavra de artista, conhecimento de leitor.
O artista plástico Luiz Pereira Moysés, que é também membro correspondente da Academia de Letras de Campos do Jordão, em sua casa, rodeado por suas obras by Carlos Abreu fonte guia Campos do Jordão
Carlos Abreu é do grupo ABCJ – Amigos da Biblioteca de Campos do Jordão, é membro efetivo da Academia de Letras de Campos do Jordão e vice-presidente da AMECampos
Há menos de seis anos, o local passou por uma reforma após parte do teto desabar. Contudo, a estrutura da biblioteca continua comprometida
A Biblioteca Central da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), localizada no campus Poeta Torquato Neto, bairro Pirajá, zona Norte de Teresina, precisará ser interditada. Isso porque, as estruturas do prédio estão abaladas, correndo o risco de desabamento e colocando em perigo a vida de quem transita pelo local.
Há menos de seis anos, a biblioteca passou por uma reforma após parte do teto desabar. Porém, a obra não foi feita adequadamente e agora o solo começou a ceder e as paredes a racharem. Segundo o diretor do Departamento de Engenharia, Auricélio Vieira Lopes, toda a estrutura que sustenta o prédio está comprometida, começando pela fundação.
“O prédio foi executado de maneira inadequada e, com o tempo, veio as consequências, que é afundamento dos pilares e o trincamento da estrutura, que provoca o descolamento entre a parte estrutural e a alvenaria, ocasionando essas fissuras”, disse.
O diretor explica que um relatório já foi feito pelo Departamento de Engenharia e por outro engenheiro externo. Os laudos tiveram resultados compatíveis e decidiu-se pela interdição parcial do espaço, até que os livros e equipamentos da biblioteca sejam realocados em outras salas e possa ser feita a interdição total do prédio.
Foto: Elias Fontenele/ ODIA
Um estudo de solo também será feito, através de sondagem, para que possa ser preparado um projeto de reforço estrutural para a área atingida com as fissuras. Após o projeto, será feita a licitação para que seja iniciada a obra. Auricélio Vieira Lopes frisa que não será necessário fazer a demolição do prédio, e que a obra agirá paralelamente à estrutura danificada.
Segundo Auricélio Vieira, devido aos danos, a obra poderá demorar mais de um ano para ser concluída, e que os recursos podem somar mais do que se fosse ser construído um prédio novo. “O início das fissuras aconteceu em 2013/2014, mas eram fissuras mínimas e, com o tempo, foram se agravando até chegar no ponto crítico que está agora, insustentável, e há um risco eminente de desabar. E como tragédia não se anuncia, pode acontecer a qualquer momento”, finaliza Auricélio Vieira Lopes, diretor do Departamento de Engenharia da Uespi.
Primeiras medidas
Já o diretor da Biblioteca Central da Uespi, Aurestes Lima, explica que algumas providências já foram tomadas neste primeiro momento. A parte superior da biblioteca, onde fica a sala de estudo, foi isolada e todos os equipamentos foram retirados do local. Apenas a área do acervo está em funcionamento, mas a remoção dos livros está sendo providenciada.
“Nesses próximos dias, estaremos fazendo a remoção dos livros para algum local mais adequado, para que a biblioteca seja liberada e a equipe de técnicos e engenheiros venha fazer um estudo e o nível de gravidade. Nós já tivemos um histórico de desabamento na biblioteca uma vez e estamos tomando todas as medidas para que isso não torne a acontecer”, disse.
O estudante do curso de Matemática, Tácio Luan, de 21 anos, disse que estrutura da biblioteca da Uespi, mesmo com a reforma que teve, continua defasada. “A biblioteca é muito importante, porque centenas de pessoas frequentam a biblioteca para estudar. Já quase não tem espaço para todo mundo e agora, com essa sala de estudo interditada, aí que vai ficar mais limitado mesmo”, desabafou.
Projeto disponibiliza mais de 1,6 mil livros para leitores de todas as idades. Ônibus especial passará por 24 pontos diferentes até o dia 18 de dezembro
Biblioteca itinerante estimula o gosto pela leitura nas ruas de Araras, SP
Projeto disponibiliza mais de 1,6 mil livros para leitores de todas as idades. Ônibus especial passará por 24 pontos diferentes até o dia 18 de dezembro. FACEBOOK
Uma biblioteca de fácil acesso, sem endereço fixo e que vai até a população. Assim é a Biblioteca Itinerante de Araras (SP), que oferece mais de 1,6 mil títulos para leitores de todas as idades e atrai a atenção a cada parada.
“Dá vontade de entrar, conhecer, ver o que tem de diferente. A gente é curioso, todo mundo queria saber o que tinha lá dentro. O ônibus é muito chique, estão de parabéns”, comentou o pintor Leandro Sorrentino ao ver o veículo chegar à Praça Barão de Araras.
Biblioteca itinerante oferece mais de 1,6 mil títulos para a população (Foto: CesarFontenele/ EPTV)
Os primeiros a entrar foram as crianças, que adoraram a diversidade, os livros com bichos de pelúcia, em tecido e com quebra-cabeças. “Eu já aprendi muitas coisas interessantes sobre a escola e sobre histórias”, disse Pedro Bragas, de 5 anos.
Para todas as idades Além do material para o público infantil, há várias enciclopédias e títulos disponíveis para adultos. A ideia é tornar a leitura mais frequente entre os moradores, independentemente da idade.
“O objetivo é disseminar a leitura", disse a coordenadora do projeto, Ana Regina dos Santos. "O ônibus vai percorrer as escolas e ficaremos nas praças para que os moradores de Araras peguem um pouquinho do gosto pela maravilhosa leitura”, contou.
E quem já experimentou gostou da ideia. O aposentado João Martins de Souza se impressionou tanto que disse querer comprar os livros. “O que eu gostei mais foi da criatividade, na minha época não tinha nem tantos livros assim. Se vendesse, eu com certeza levaria para o meu neto, ele ia gostar. Se eu que sou adulto gosto, ele que é criança ia adorar mais ainda”.
Além de oferecer livros, a biblioteca apresenta histórias mesclando música, dança e teatro. “Nós fazemos um programa didático-pedagógico em que vamos preparadas e maquiadas, levamos muitos recursos, como fantoches, lenços, brinquedos. Nós levamos a história para as crianças de uma forma mais lúdica para que eles procurem mais a leitura”, explicou a contadora Cintia Regina Siviero.
Doações Quem embarcar na viagem, além de adquirir conhecimento, pode contribuir com outros leitores porque, para expandir o acervo, a biblioteca aceita doações de todos os gêneros. Os moradores interessados em ajudar podem tirar dúvidas pelo telefone (16) 3543-8200.
08/10/2015 fonte o globo
Histórias ganham vida durante as apresentações de teatro e música (Foto: Cesar Fontenele/ EPTV)
Monstros e batalhas são protagonistas das obras que Theo irá expor no próximo dia 10
Foto: Omar Freitas / Agencia RBS
As araras e paredes de uma famosa loja de roupas de Porto Alegre vão exibir 30 desenhos produzidos por um menino de sete anos. A inusitada exposição quer arrecadar fundos para melhorar a biblioteca do local onde sua mãe trabalha. O Dia da Criança do Bem, que será realizado a partir das 15h do dia 10, na loja A Mulher do Padre (Rua Padre Chagas, 300), tem como protagonista Theodoro Saueressig Hackner, o Theo. Filho da assessora de imprensa Debora Saueressig, 38 anos, ele acostumou-se a passar algumas horas por semana no trabalho da mãe, um instituto de psicanálise — ela o leva junto quando precisa participar de alguma reunião. O guri acabou se afeiçoando ao lugar. Virou amigo do auxiliar de biblioteca, Francis Gomes, 34 anos, e seguidamente o ajuda com a máquina de xerox.
— Ele é um menino incrível, que sempre tem atitudes muito humanas. Trata todos como grandes amigos e faz questão de ter uma relação próxima — diz Francis.
Nos últimos meses, Theo começou a achar que as prateleiras da biblioteca estavam velhas e muito cheias. Ficou preocupado: seria possível preenchê-las com mais livros? Também sentiu a necessidade de colocar um novo mapa na parede, criando um ambiente mais amigável para quem quer ler e estudar. Na última terça-feira, decidiu pôr as mãos à obra.
— Como é um lugar onde eu gosto de desenhar, achei que poderia usar desenhos para ajudar a biblioteca. Então, criei esse projeto beneficente. Como garantia a quem comprar, fiz um contrato de “compra e venda”, assinado até pelo Francis, informando que todo o lucro será revertido para lá. E logo comecei a produzir as obras — conta Theo, que, desde então, gasta entre folhas e canetinhas o tempo livre.
A mãe achou graça, mas no mesmo dia viu que o assunto era sério. Os dois foram à Mulher do Padre para escolher o presente de aniversário do pai de Theo, o professor de história Thiago Hackner. Com os desenhos embaixo do braço, Theo contou à dona da loja, a empresária Joana Henrich, sobre seu projeto. Ofereceu um de seus desenhos, por R$ 1. Joana comprou e o mostrou aos demais funcionários. Em poucos minutos, Theo já tinha R$ 6. Só o estagiário não comprou.
— Os colegas brincaram que estagiário não tem dinheiro para comprar obra de arte. Comovido com a situação, Theo foi até sua mãe e disse que daria um desenho de graça a ele: “Seria injusto todos terem um, menos o estagiário”. Mas quem acabou comovida fui eu, e, por isso, decidi contar essa história no Facebook — relata Joana.
A mistura de empreendedorismo e sensibilidade do menino geraram centenas de curtidas, compartilhamentos e comentários.
— Comecei a receber pedidos de filiais da loja em outras cidades e até em outros Estados para enviar os desenhos do Theo e ajudar no projeto — revela Joana.
Para organizar a venda — e já no clima de Dia das Crianças —, Joana, Debora e Theo resolveram montar um vernissage. A partir das 15h do dia 10, o menino estará a postos na loja do Moinhos de Vento para falar sobre cada um de seus desenhos e explicar o contrato de compra e venda. Até lá, vai criando novos. O que não parece ser esforço:
— Eu gosto tanto de desenhar porque é uma forma de colocar para fora todas as minhas ideias, todas as minhas imaginações. Desenho desde os dois anos. Quando era menor, desenhava nas paredes e até no meu corpo. Gosto de desenhar monstros, batalhas e tudo o que se passa na minha cabeça. Espero que as pessoas gostem.
Ela está entre as dez selecionadas no país pelo 'Mais Diferença'. Projeto busca implantar melhorias nas bibliotecas.
Biblioteca Pública foi escolhida para participar de projeto (Foto: Divulgação)
A Biblioteca Pública do Espírito Santo Levy Cúrcio da Rocha, localizada em Vitória, foi uma das dez selecionadas pelo projeto 'Mais Diferença', que busca ampliar e qualificar a acessibilidade em bibliotecas públicas no Brasil. O projeto prevê ações como qualificação do acervo, acesso à tecnologia assistiva, capacitação das equipes, fomento ao trabalho em rede, produção de manual orientador e monitoramento e avaliação.
A primeira etapa da pesquisa-diagnóstico foi realizada no fim de julho, para colher informações geradas com o apoio da equipe da biblioteca, da gerência dos sistemas Nacional e Estadual de bibliotecas públicas, do secretário de Cultura do Estado e de usuários.
Nas próximas etapas serão aplicados cursos, treinamentos e oferta de kits de acervos e recursos de tecnologia assistida para melhoria de serviços. A ideia é que estas bibliotecas virem referência para as outras.
A iniciativa é uma realização do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNPB), da Diretoria de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB) do Ministério da Cultura e da Fundação Biblioteca Nacional (FBN).
Intuito é incentivar o hábito da leitura entre os moradores da capital. Atividade é realizada uma vez por mês, sempre em uma quinta-feira.
Obras já lidas podem ser trocadas por outros exemplares (Foto: André Sobral/ Prefeitura de Vitória)
Os moradores de Vitória que desejam trocar livros e gibis usados com outros leitores podem participar da Banca Troca de Livros, da Biblioteca Municipal Adelpho Poli Monjardim, instalada no prédio da Escola Técnica de Teatro, Dança e Música Fafi, no Centro da cidade. A ação será realizada uma vez por mês, sempre em uma quinta-feira. E quem tiver livros para trocar pode ir ao local quinta-feira das 8h às 18h.
O objetivo da ação é incentivar a prática de leitura e permitir que os participantes tenham a possibilidade de substituir um exemplar que já leu por outro que ainda deseja ler. A banca funciona da seguinte maneira: um livro pode ser trocado somente por outro livro; um gibi só poderá ser trocado por gibi; já dois livros infantis podem ser trocados por um livro.
Além disso, não são aceitos livros didáticos, apostilas, revistas, cópias, encadernações em espiral e exemplares ilegíveis, rasurados, sem capa, rasgados, amassados, sujos ou com outros danos. A banca tem entrada livre.
Eletrodomésticos que estavam em desuso foram reaproveitados. Leitor pode ler ou levar um livro, desde que coloque outro no lugar
Passatempo dos pensativos, o ato de abrir a porta da geladeira agora pode reservar muitas surpresas. É que alguns desses eletrodomésticos, antes em desuso, foram transformados em verdadeiras estantes repletas de livros. A iniciativa é do projeto "Alimentando o Conhecimento", através do qual o leitor pode ler ou levar um livro, desde que coloque outro no lugar. A novidade pode ser encontrada no Parque Moscoso, no Centro de Vitória, e ao Museu do Pescador, na Ilha das Caieiras.
A iniciativa foi desenvolvida pelo Instituto de Desenvolvimento Integrado para Ações Sociais (Ideias), em parceria com a Biblioteca Municipal Adelpho Poli Monjardim. As geladeiras trazem adesivagem temática, ilustrações e a mensagem "Leve um livro, solte a mente, deixe outro, e alimente". “É só chegar, escolher o livro que você quer e levar para casa. Mas a ideia é a seguinte: levar para casa e trazer de volta, ou colocar outro no ligar. Não precisa se cadastrar, fica muito mais fácil. O importante é que o livro circule, que as pessoas leiam e que tenha esse incentivo”, explicou a coordenadora da Biblioteca Municipal de Vitória, Angela Battestin.
Para a presidente do Ideias, Tereza Cristina Romero, o resultado tem sido muito positivo. "Essa ação partiu do nosso grupo de voluntários em comemoração ao Dia Internacional do Livro. Fizemos uma ação interna e o sucesso foi tão grande, que desenvolvemos o projeto para as comunidades utilizarem. A receptividade está muito legal. O projeto está sendo um sucesso, as pessoas estão utilizando bem os livros e só ouvimos elogios, dizendo que essa é uma atitude legal", disse